terça-feira, 26 de setembro de 2017

Saiba como funciona o Programa de Pré-Natal Psicológico e a sua importância na Gestação

Quando engravidei do meu primeiro filho (estou a espera do segundo 😊), eu tive uma gestação tranquila e realizei um pré-natal clínico de qualidade, considerando os aspectos físicos da gestação; entretanto, não tive um espaço para compartilhar sobre as mudanças emocionais vivenciadas durante a gestação e nem para me preparar para o pós-parto.

Aliás, na gestação eu me sentia tão dona de mim que jamais coloquei em dúvida minha capacidade de dar conta de TUDO no puerpério, e quando me vi mergulhada nele a sensação era a de que o ar poderia faltar a qualquer momento, e eu não daria conta de mais nada.

sábado, 23 de setembro de 2017

Entenda como ocorre a construção do vínculo com o bebê e a sua importância ao longo do desenvolvimento da criança

O vínculo é um fator vital de constituição do sujeito e de determinação da sua saúde
física, mental e emocional.


Ao nascer, o bebê é um ser ainda incapaz de sobreviver sozinho e de prover suas necessidades, dependendo de um adulto cuidador e responsivo, que lhe propicie os recursos que faltam para os cuidados físicos e emocionais.

Os bebês nascem prontos e dispostos a relacionar-se e ligar-se às pessoas. A comunicação, entretanto, ocorre através da linguagem corporal e dos sentidos. É, portanto, uma relação bem pouco estruturada, não-verbal e intensamente emocional. A ligação afetiva do bebê e de quem cuida dele é a primeira ação educativa que uma criança recebe quando nasce, e é a partir deste aprendizado que ela irá construir todos os outros vínculos.


Todo vínculo é uma relação, mas nem toda relação é um vínculo. Para que se caracterize como vínculo, é necessário que seja consistente, afetivo e estável.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Dicas para manter o relacionamento do casal depois da chegada dos filhos

Durante a minha gestação, estava no primeiro ano de pós-graduação em psicoterapia individual, familiar e de casal. Lembro de muitas aulas em que falávamos sobre os ciclos de desenvolvimento familiar e entre eles, especialmente o do casal com filhos pequenos. Entretanto, apenas quando essa fase chegou na minha vida que de fato pude melhor compreender toda a teoria a partir da experiência vivenciada (na prática).

sábado, 17 de junho de 2017

Filhos são como pontes...

Hoje temos uma reflexão aqui no Blog, escrita por uma colega psicóloga e mãe de dois ❤❤
Aprecie a leitura e boa reflexão.

domingo, 11 de junho de 2017

Ciúmes entre irmãos: como estimular a cooperação

Esse tema foi sugestão de uma mamãe que participa do grupo Pais e Filhos, no Facebook (grupo administrado por mim). Quando resolvi escrever sobre ele, logo passei a lembrar da minha relação com os meus irmãos, assim como a pensar sobre que tipo de relação eu gostaria de estimular entre meus filhos, quando tiver mais de um.

sábado, 27 de maio de 2017

8 dicas para ter mais tempo de qualidade com os filhos

A maioria dos pais deseja ter mais tempo de qualidade com os filhos e sabemos o quanto esse tempo é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança; entretanto, cada vez mais tenho escutado pais e mães que me procuram para falar sobre a dificuldade em ter esse tempo disponível, especialmente em função da sobrecarga entre vida profissional e vida doméstica e buscam recursos para lidar com essa dificuldade e encontrar maior equilíbrio.

Neste sentido, é importante destacar que tempo de qualidade não é apenas usar o tempo que resta, mas incorporar na rotina um tempo que possa ser realmente aproveitado.

domingo, 2 de abril de 2017

Saiba como o Coaching Parental pode ajudar a relação pais e filhos


Que tipo de mãe/pai você é? Que tipo de mãe/pai você gostaria de ser?

Educar um filho não é uma tarefa simples e filhos não vem acompanhados de manual de instruções. A criação e educação dos filhos é uma tarefa complexa para pais, que muitas vezes se sentem desamparados, desacreditados, confusos e sem respostas sobre quais as melhores estratégias para as diferentes situações, sentindo-se inseguros e algumas vezes até culpados por suas próprias escolhas.

quarta-feira, 29 de março de 2017

O que é terceirização dos filhos?

O cuidado que a criança recebe principalmente nos primeiros anos de vida é decisivo para o seu desenvolvimento físico e emocional. Os primeiros anos de vida de uma criança são muito importantes para estabelecer fortes laços entre pais e filhos e para promover a sua própria individualidade no futuro, com autonomia, confiança e segurança, servindo de modelo para as relações que a criança vai desenvolver ao longo da sua vida e a forma como ela vai se posicionar no mundo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Tornar-se pai e mãe

Não existe nenhum estágio de desenvolvimento no ciclo de vida familiar que provoque mudanças mais profundas ou que signifique desafio maior para a família do que a adição de uma nova criança ao sistema familiar. Com a chegada de uma criança, todos os membros existentes na família avançam um grau no sistema de relacionamentos e ocorre a necessidade de mudanças e reajustamentos referentes à construção do papel parental, ou seja, tornar-se pai e mãe.

domingo, 12 de março de 2017

Por que fazer terapia?

A psicoterapia é um método de tratamento que ocorre a partir de uma relação profissional entre psicoterapeuta e cliente, que tem por base princípios e técnicas da Psicologia, a fim de auxiliar o cliente a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva ou comportamental.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Conheça os benefícios do Coaching na Gestação e Maternidade

A minha primeira experiência com um processo de Coaching ocorreu durante a minha formação de Coach, e teve grande impacto na minha vida pessoal e profissional. Quando eu fiz a formação eu já era mãe e tive a oportunidade de elaborar muitos aspectos da maternidade no processo de Coaching, o que contribuiu, significativamente, para um sentido ainda maior no que eu estava buscando.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Saiba quais são os transtornos psíquicos mais comuns no pós-parto

O pós-parto é um período de vulnerabilidade para o aparecimento de transtornos psíquicos na vida mulher e isso se deve a diferentes fatores, entre eles: as alterações biológicas, psicológicas e sociais, além do histórico de saúde mental e o contexto atual de cada mulher após o nascimento do bebê.

Identificar o início dos sintomas e buscar ajuda especializada (psicólogo e/ou psiquiatra) é fundamental para um tratamento mais efetivo. O apoio da família também é muito importante e pode contribuir significativamente para a melhora dos sintomas.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Puerpério: aspectos emocionais

A transição para a maternidade é acompanhada de alterações biológicas, psicológicas, emocionais e sociais que promovem grandes transformações na vida da mulher, do casal e da família. Em relação à mulher, especificamente, é necessário um período de acomodação à chegada do bebê que normalmente vem acompanhado de exaustão física e mental, um turbilhão de emoções, privação do sono, alteração na alimentação, necessidade de reestruturação da sexualidade, da imagem corporal, etc.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Educação alimentar é responsabilidade familiar

O doce que não é tão doce...

Oferecer açúcar para crianças menores de 2 anos dificulta o aprendizado de novos sabores e a aceitação de uma maior variedade de alimentos. No tempo certo (a partir dos 2 anos, preferencialmente, e com moderação) ela vai comer e vai gostar, provavelmente, mas aí ela já estará gostando de muitos outros alimentos, especialmente aqueles que desejamos que elas gostem (frutas, verduras, legumes).


O leite materno é levemente adocicado e isso faz com que o bebê tenha uma boa receptividade ao doce, portanto, o doce ele já conhece e gosta, ele precisa conhecer o azedo, o amargo, o salgado, o ácido para aprender a se alimentar de forma variada. Uma alimentação variada e equilibrada é necessária para o crescimento e desenvolvimento saudável.

Vale lembrar que o consumo do açúcar além de mascarar o sabor dos alimentos e ser uma caloria vazia, prejudica a absorção de alimentos saudáveis, podendo causar anemia, pode causar cáries e predispor o bebê a obesidade, diabetes, hipertensão, câncer. Há estudos associando o consumo do açúcar também à irritabilidade, dispersão e dificuldade de concentração, inquietude e ansiedade. 

É importante destacar que a criança já consome açúcar natural e suficiente presente nas frutas, cereais, carboidratos e que nós, os pais, precisamos rever nossos hábitos alimentares e não introduzir as crianças em hábitos alimentares inadequados. Como eu sempre digo, a maternidade/paternidade é uma grande oportunidade para mudanças e transformações. 

Sabemos que não é recomendado oferecer açúcar para crianças menores de 2 anos, entretanto, percebo que os pais que optam por esta escolha, e me incluo nesta lista de pais, passam por grandes desafios ao longo da fase de introdução alimentar de seus filhos.

Antes de ser mãe eu não tinha informações adequadas sobre educação alimentar infantil e foi a partir da fase de introdução alimentar que eu fui buscar orientações e então descobri um mundo que eu desconhecia, o mundo da alimentação infantil saudável: sem açúcar, sem sal, sem aditivos, conservantes, industrializados, com alimentos naturais e orgânicos, quando possível. Passei a preparar as refeições em casa e a ser mais seletiva fora de casa. Aprendi muito sobre alimentação infantil saudável e os efeitos dessa escolha a curto, médio e longo prazo. Aprendi que comida saudável também é saborosa e que pode haver praticidade no preparo. Ampliei meu repertório de receitas e ao preparar as refeições para o meu filho, fui me reeducando, gradativamente. Confesso que estou nesse processo ainda, e que é um desafio, pois os efeitos de maus hábitos alimentares são persistentes, e exigem grande disciplina. Mas estou disposta a ter essa disciplina e dedicação para seguir como exemplo ao meu filho que agora já completou seus dois anos, e, consequentemente, a pressão da sociedade aumenta, e a gente precisa estar preparada, e nada melhor do que ser congruente entre o que se deseja e se faz para resistir às tentativas de desautorização aos pais e mães que querem educar seus filhos em bons hábitos alimentares, para além dos primeiros anos.

Nós gostamos de doce e achamos que ao oferecer doce para crianças estamos oferecendo algo bom quando, na verdade, o açúcar não é tão "doce" assim.  Associar açúcar a afeto é bastante perigoso, inclusive para a relação da criança com a alimentação no futuro. Penso que uma boa maneira das pessoas demonstrarem afeto pelas crianças começa por respeitar as escolhas que seus pais fazem por elas, enquanto elas estão sob sua responsabilidade.

É importante destacar que a necessidade de comer doces é do adulto, não do bebê! Ele vai aprender o que nós apresentarmos para ele e como educação alimentar também é educação, educar o paladar de nossos filhos é nossa responsabilidade!

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Elisa Lempek
www.elisalempek.com.br






A minha história com a amamentação


Mesmo antes de ser mãe eu tinha o desejo de amamentar, mas, até me tornar mãe eu não imaginava que fosse necessário um preparo emocional para a amamentação! Na verdade, confesso que eu não havia me preparado para nada realmente profundo no puerpério, pois meu olhar estava todo voltado para fora na gestação (enxoval, quarto do bebê...) e meu mundo interno quase teve um colapso depois que o bebê chegou. Mas voltando ao tema da amamentação... Eu acreditava que era só colocar o bebê no peito e tudo deveria transcorrer naturalmente, e seria lindo, como nos comerciais.